A dúvida entre Tesouro Direto e CDB é uma das mais comuns entre quem está começando a investir. Ambas são opções de renda fixa consideradas seguras, mas têm características diferentes que as tornam mais adequadas para perfis e objetivos distintos.
O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet. Os títulos mais populares são o Tesouro Selic, que rende de acordo com a taxa básica de juros e tem liquidez diária, o Tesouro IPCA+, que protege o poder de compra da inflação, e o Tesouro Prefixado, que garante uma taxa de retorno definida no momento da compra.
"Para a reserva de emergência, o Tesouro Selic é imbatível. Você tem liquidez diária, o risco é mínimo porque é garantido pelo governo, e a rentabilidade acompanha os juros", explica o analista de investimentos Felipe Cardoso.
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é emitido por bancos e costuma oferecer rentabilidade expressa como percentual do CDI. CDBs de bancos menores frequentemente oferecem taxas mais atrativas — 110%, 120% ou até 130% do CDI — para compensar o risco maior em relação aos grandes bancos.
Uma diferença importante: o CDB é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF por instituição, enquanto o Tesouro Direto é garantido pelo governo federal sem limite de valor. Para investimentos acima de R$ 250 mil, o Tesouro Direto oferece mais segurança.
A tributação é semelhante: ambos seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, que começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai para 15% para aplicações acima de 720 dias. A escolha entre um e outro deve considerar a rentabilidade líquida após impostos e o prazo do investimento.