Mercado de trabalho aquece e salários sobem em setores de tecnologia e saúde

O mercado de trabalho brasileiro deu sinais positivos em abril de 2026. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) registrou a criação de 180 mil vagas formais no mês, acima das expectativas dos analistas e o melhor resultado para o mês de abril desde 2021.

Os setores que mais geraram empregos foram tecnologia da informação, saúde e serviços de saúde, e construção civil. Juntos, esses três setores responderam por 60% das vagas criadas no período.

Na área de tecnologia, a demanda por desenvolvedores de software, analistas de dados e especialistas em inteligência artificial continua superando a oferta de profissionais qualificados. Isso se reflete em salários acima da média: um desenvolvedor sênior em São Paulo pode ganhar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil mensais, dependendo da especialização.

"A escassez de talentos em tecnologia é um dos principais desafios das empresas brasileiras. Muitas estão recorrendo a profissionais de outros países ou investindo pesado em programas de formação interna", diz a consultora de recursos humanos Renata Alves.

Na saúde, o crescimento do setor de saúde suplementar e a expansão de clínicas e hospitais privados estão gerando demanda por médicos especialistas, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de saúde. A remuneração também é competitiva, especialmente para especialidades como cardiologia, oncologia e radiologia.

Para quem está em busca de emprego, os especialistas recomendam investir em qualificação nas áreas de maior demanda. Cursos de programação, análise de dados e gestão de saúde têm boa empregabilidade e podem ser feitos online, muitas vezes a baixo custo ou gratuitamente em plataformas como Coursera e edX.

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Camila Esteves
Economista e educadora financeira, ajuda brasileiros a conquistar independência financeira.